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Nem Banco Central segura a disparada do dólar

24/09/2015

O governo esperava ter finalmente um dia de alívio ontem, mas o mercado recusou-se a seguir esse script. Apesar de o governo ter conseguido que o Congresso Nacional confirmasse vetos presidenciais, evitando forte elevação de gastos públicos, a moeda norte-americana atingiu R$ 4,146, novamente um recorde desde o lançamento do real, em 1994 – na segunda-feira, a divisa já havia batido a máxima histórica. O problema é que o mais importante dos vetos, o do aumento salarial do Judiciário, segue sem ser avaliado. E continuam ainda fortes as dúvidas quanto à capacidade de aprovar outras medidas de controle dos gastos públicos.

A alta de 2,28% no dia ocorreu mesmo com intervenções do Banco Central. Nos três pregões desta semana, a valorização do dólar foi de 4,72%. No ano, acumula 55,87% e em 12 meses, 72,15%. Isso ocorreu apesar de intervenções do Banco Central (BC) no mercado, por meio de dois leilões de linha e um de swap cambial. Hoje de manhã haverá novo leilão de swap, no valor de US$ 1 bilhão. É uma alta que afeta a vida de todas as pessoas, não apenas as que vão viajar, pois há custos em dólar embutidos em praticamente todos os produtos do dia a dia, a começar pelo pãozinho, que usa trigo, e a lâmina de barbear.

Foi bem além do dólar o mau humor do mercado ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) caiu 2% e os juros futuros dispararam. O risco Brasil medido pelo CBS subiu para 476 pontos, o que representa uma alta de 135% no ano.
Para vários analistas, o real está sofrendo uma ataque especulativo e a moeda norte-americana caminha rapidamente para R$ 5,00. Após o fechamento do mercado, a divisa continuou a ser negociada no chamado after market, atingindo R$ 4,18. “Essa crise é sistemática e falta credibilidade fiscal. O dólar vai ficar estável quando acabar as incertezas”, afirmou o economista Carlos Thadeu de Freitas Gomes, chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio (CNC).


Fonte: Estado de Minas

 



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