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Governo estuda aumentar isenção do imposto de renda

O presidente Michel Temer afirmou nesta segunda-feira (15) que o governo federal estuda promover uma correção na tabela do Imposto de Renda para ampliar a faixa de isenção do tributo. Segundo o presidente, o tema ainda está em fase de "conversa inicial".

 

Durante entrevista a rádios regionais, o presidente foi questionado sobre novas medidas que o governo estuda adotar para a economia e sobre se a correção da tabela do IR seria uma delas.

 

Sem dar detalhes, respondeu: "O governo fez uma primeira análise para ampliar a faixa de isenção. Ainda é uma conversa inicial".

 

Em outro momento da entrevista, ele voltou a falar sobre o assunto ao ser questionado sobre se a proposta em estudo seria dobrar a faixa de isenção do IR - neste ano, a faixa de isenção foi de R$ 1.903,98.

 

Nesta segunda, uma reportagem do jornal "Valor Econômico" afirmou que o governo preparava a proposta para tentar neutralizar um eventual impacto negativo causado pelas propostas de reforma trabalhista e da Previdência.

 

"Houve uma fala sobre a possibilidade de aumentar a faixa de isenção. Aqui, no Planalto, cadeiras e mesas têm ouvidos. Não há isso concretamente [dobrar a faixa]. Eu aprecio muitíssimo. Seria bom? Seria bom. Alcancaria uma margem de trabalhadores que seriam beneficiados. Mas é uma coisa complicada e foi fruto de uma breve fala que as paredes comentaram", afirmou.

 

 

 

Reforma da Previdência

 

 

 

Tida como a principal medida econômica do governo, a reforma da Previdência também foi assunto na entrevista. Ao ser questionado sobre quando o governo considera melhor votar a proposta, Temer respondeu que só levará o tema ao plenário quando tiver a certeza de que terá os votos necessários para aprová-la.

 

Por se tratar de uma emenda à Constituição, a proposta precisa de, pelo menos, 308 votos dos deputados para ser aprovada. Nos últimos dias, o governo intensificou as negociações para garantir que o texto passará na Câmara.

 

"Claro que o governo gostaria que isso fosse votado o mais rápido possível. Mas você só leva para o plenário quando tiver votos necessários", disse o presidente.

 

 

Temer acrescentou ainda que considera que o governo terá todos os votos entre a última semana de maio e a primeira de junho.

 

Para garantir a aprovação com folga, o governo atua com a meta de conquistar 330 votos favoráveis. "Cada líder está levantando nome por nome", declarou Temer, que admitiu mudanças no texto original para evitar que a reforma fosse rechaçada.

 

Questionado sobre uma eventual dificuldade de conseguir apoio ao texto, o presidente negou que o governo tenha "errado na dose" ao propor uma reforma previdenciária muito dura.

 

"Não errou [na dose]. Nós fizemos uma reforma que imaginávamos que pudesse perdurar por 30 anos. Mas sabíamos que, chegando ao parlamento, haveria objeções e sugestões. Isso ocorreu com muita naturalidade. Pode ser que daqui a dez anos seja preciso fazer outra. Mas o nosso presidencialismo é democrático. O relator colheu as sugestões e eu dei autorização para negociar", concluiu.

 

Fonte: G1



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