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Governo anuncia regras para adesão ao Programa de Proteção ao Emprego

Redação -Agência Brasil

 

Foram divulgadas regras para adesão ao PPE (Programa de Proteção ao Emprego). Pela primeira vez o Brasil implementa uma ação deste tipo, medida já utilizada por outros países como a Alemanha, o Japão e o Canadá.

 

A ideia é fornecer alternativa aos empresários para redução de custos sem corte de empregos. Os custos aos cofres com pagamento de benefícios como o Seguro-Desemprego são mais elevados do que subsidiar parte de uma redução salarial, que vem acompanhada de uma redução de jornada de trabalho.

 

As regras do PPE detalham os parâmetros estabelecidos na MP (Medida Provisória) nº 680, que foi sancionada, pela presidente Dilma Rousseff, no último dia 6. O PPE não conta com recorte setorial para o ingresso e as empresas de diversos portes poderão aderir a partir da publicação das regras no Diário Oficial, que deverá ocorrer nesta quarta (22).

 

O governo, por meio do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), irá subsidiar 50% da redução salarial. Com isso, dá suporte ao empresário na redução de custos e ao trabalhador, diminuindo impacto financeiro de adequação do salário a uma jornada menor.

 

O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, destacou que o PPE atende em um momento de dificuldade, assegurando a manutenção do emprego.

 

"O governo vai pagar 50% da redução para manter os trabalhadores em pleno emprego sem perdas de vantagens. A OIT (Organização Internacional do Trabalho) indicou a adoção deste programa na Alemanha. Além de manter o emprego, mantém um diálogo social, na medida em que prevê o entendimento de acordo coletivo."

 

Manoel Dias lembrou outras medidas tomadas pelo governo federal para a retomada do crescimento como plano de financiamento para a agricultura familiar, programa de habitação Minha Casa Minha Vida, investimentos em saneamento e mobilidade urbana.

 

Repercussão

A medida foi recebida positivamente por representantes de empresas e de trabalhadores.

 

“Entre demitir sumariamente e reduzir um pouco, conforme está explicito no programa e nas regras para a entrada da empresa no programa, acho que é preferível nós darmos um passo atrás para depois tentarmos dar dois passos adiante", afirmou José Calixto, presidente da Nova Central Sindical, presente em solenidade no MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) de assinatura da resolução que define as regras do PPE, nesta terça (21).




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