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Crise tirou R$ 2 bilhões do setor industrial de MS em apenas um ano

O esfriamento do ritmo da economia derrubou todos os indicadores da indústria de Mato Grosso do Sul e reduziu em R$ 2,08 bilhões o valor movimentado em vendas pelo setor na comparação entre 2015 e 2014. Também caíram a quantidade de empresas, de trabalhadores e o montante dos salários.

Os números fazem parte da Pesquisa Industrial Anual, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Conforme o estudo, a receita líquida das vendas totalizou R$ 31,873 bilhões em 2015, queda de 6,12% em relação aos R$ 33,953 bilhões contabilizados no ano anterior.

A retração da receita se relaciona a outras estatísticas, informadas na pesquisa. Entre elas, está o número menor de empresas industriais ativas: recuou de 1.868 (2014) para 1.776 (2015), variação de -4,92%.

Com quase cem unidades a menos e enfrentando economia adversa, o setor cortou o quadro de pessoal. De acordo com o IBGE, em 2015, a mão de obra das indústrias somava 88.562 trabalhadores, o menor número em três anos. Na comparação, com 2014 (94.826), a redução é de 6,6%.

O total de salários pagos aos trabalhadores acompanhou os demais indicadores, reduzindo em R$ 112,195 milhões de 2014 (R$ 2,463 bilhões) para (R$ 2,351 bilhões).

Despesas – Mesmo com a queda generalizada nos indicadores, a indústria do Estado aumentou seus custos com matéria-prima e outros componentes necessários na produção.

O IBGE mostra que, no total, essas despesas cresceram de R$ 17,759 bilhões para R$ 18,064 bilhões na comparação entre 2014 e 2015. Conforme a série história, esses custos aumentam, ininterruptamente, todos os anos.

Setores – De 2014 a 2015, setores industriais de peso em Mato Grosso do Sul apresentaram retrações. O número de unidades da indústria de alimentos passou de 450 para 439. O segmento também contabilizou receita menor, de R$ 16,259 bilhões para R$ 15,979 bilhões.

A indústria têxtil também presentou redução no número de empresas, passando de 33 para 28. Com isso, a quantidade de trabalhadores caiu de 1.896 para 1.452.

Outro destaque é o segmento de celulose. A quantidade de empresas caiu 62%, de 32 (2014) para 12 (2015). A receita, no período, reduziu em R$ 1,252 bilhão, de R$ 2,191 bilhões para R$ 938 milhões. Em números relativos, a redução é de 57%.

País – No total nacional, o número de indústrias ativas caiu de 333.739 para 325.277. Na ocupação, houve queda de 642.138 postos de trabalho, concentrada nos setores de vestuário, fabricação de veículos e fabricação de máquinas e equipamentos.

Os investimentos no setor industrial caíram a R$ 193,3 bilhões, o que representou uma redução de 13%, em termos nominais.

Fonte: Campo Grande News

 

 



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