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Brasil passará a ser 10º maior cotista do FMI após revisão, diz BCO

Com a 14ª Revisão Geral de Cotas do FMI, o processo de integralização será concluído nas próximas semanas e a participação do Brasil chegará a 2,32%, contra 1,78% anteriormente(Ivan Pacheco/VEJA.com/VEJA)

O Brasil subirá quatro posições e passará a ser o 10º maior cotista do Fundo Monetário Internacional (FMI), informou o Banco Central (BC), nesta segunda-feira. É a primeira vez na história que o país fica entre os dez maiores cotistas.

Cada membro do FMI possui uma cota, ou seja, um valor determinado com base em seus indicadores econômicos, como o Produto Interno Bruto (PIB), que deve ser enviado ao órgão como forma de contribuição. Quanto maior a cota, maior o valor desembolsado e também maior é o peso do voto nas decisões da entidade.

Com a 14ª Revisão Geral de Cotas do FMI, o processo de integralização será concluído nas próximas semanas e a participação do Brasil chegará a 2,32%, contra 1,78% anteriormente. A decisão, em tese, é positiva, já que aumenta a participação política do país na instituição.

Em nota, o BC destacou que o resultado líquido do aumento de cotas não afeta o nível das reservas internacionais do Brasil. Atualmente, esse colchão de liquidez está em torno de 370 bilhões de dólares.

Segundo o FMI, quatro países emergentes -- Brasil, Rússia, Índia e China -- estarão pela primeira vez entre os dez maiores cotistas do FMI e, de acordo com o comunicado do BC, esses países terão juntos 14,2% em cotas, ou 13,5% em poder de voto.

 

(Com agência Reuters)

TAGs:Fundo Monetário Internacional - FMI



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