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BC fará o necessário para levar inflação à meta em 2017

O Banco Central fará o que for preciso para levar a inflação ao centro da meta em 2017 e, apesar de seguir acreditando na manutenção do atual patamar da taxa de básica de juros para ter sucesso na tarefa, poderá elevar a Selic se entender necessário, mesmo diante da fraqueza econômica.

A mensagem foi repetida diversas vezes pelo diretor de Política Econômica do BC, Altamir Lopes, após a divulgação do Boletim Regional nesta quinta-feira, reforçando a postura mais dura do BC em meio à persistência do cenário de indefinições fiscais e turbulências políticas no país.

Em sua primeira coletiva de imprensa no cargo, Lopes destacou que o BC "adotará as medidas necessárias para o cumprimento dos objetivos do regime de metas e para trazer a inflação à 4,5 por cento ao ano em 2017", apontando que, para 2016, o alvo será levar o IPCA o mais próximo possível desse patamar.

 

A meta do próximo ano é de 4,5 por cento, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos. "A intenção é a manutenção de juros por período suficientemente prolongado, sem descartar a adoção de medidas para o cumprimento do regime de metas. Esse é o ponto fundamental", disse ele.

Após manter a Selic em 14,25 por cento ao ano no fim de outubro, o BC deixou claro que o objetivo de levar a inflação ao centro da meta havia sido deslocado do fim de 2016 para 2017.

Na ata do Copom, divulgada na semana passada, o BC piorou sua previsão para a inflação neste ano e em 2016, afirmando que ambas estão acima do centro da meta, e já havia elavado o tom ao afirmar que permaneceria vigilante "independentemente do contorno das demais políticas", citando claramente o atual cenário fiscal conturbado e incerto.

"Por eventos que não estavam no radar, por força de eventos não econômicos que acabaram por afetar preços de ativos, por um ajuste de preços relativos entre administrados e livres mais prolongado e mais intenso, o Banco Central entendeu como razoável estender o período para a convergência da inflação à meta para 2017", disse Lopes.

O tamanho do rombo deste ano afetará os esforços para o setor público consolidado obter superávit equivalente a 0,7 por cento do PIB no ano que vem, tarefa que também será dificultada pela frustração na arrecadação diante da economia em recessão e falta de consenso político para aprovação de medidas de ajuste fiscal, fatores que abalam a confiança dos agentes econômicos.

Foto: Ueslei Marcelino / REUTERS

Fonte: REUTERS

tags: BC, inflação, IPCA, meta, Selic, Copom, Banco Central



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