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Alta na gasolina e no diesel, podem afetar outros setores econômicos

Da Redação

 

O aumento dos combustíveis terá impacto sobre a inflação, já que até setembro ultrapassou o teto da meta, de 4,5% ao ano, pela quarta vez em 2014.

 

Há ainda outro complicador para que o governo consiga manter os preços em rédea curta. O próprio BC (Banco Central), no mais recente relatório de inflação, em setembro, estimou que o IPCA desaceleraria para 6,3% em dezembro. O problema é que essa projeção levava em conta o dólar de R$ 2,25, mas desde setembro, a moeda norte-americana já subiu mais de 10% e fechou ontem (7) a R$ 2,56 – o maior patamar desde 2005.

 

Os alimentos tiveram inflação menos intensa em outubro deste ano (0,46%), na comparação com setembro (0,78%). Apesar disso, esse grupo continua como o de maior impacto sobre a inflação oficial, que ficou em 0,42% em outubro.

 

Entre os alimentos que tiveram aumento de preços em outubro estão as frutas (1,7%), carnes (1,46%), a cerveja (1,46%), o frango em pedaços (1,14%), refrigerante (0,98%), a cerveja fora de casa (0,88%), as carnes industrializadas (0,21%), o pão francês (0,19%) e a refeição (0,15%).

 

Os gastos com habitação também subiram menos em outubro (0,68%) do que em setembro (0,78%), mas assim como os alimentos, tiveram um grande impacto na inflação oficial. Outro grupo de despesas com influência importante foi o de transportes, que tive alta de 0,39% nos preços.

 

Os demais grupos de despesa tiveram as seguintes altas: vestuário (0,62%), saúde e cuidados pessoais (0,39%), despesas pessoais (0,36%), artigos de residência (0,19%) e educação (0,11%). O grupo de despesas em comunicação teve queda de 0,05%.

 

O frete vai aumentar entre 3% e 4% devido ao reajuste do óleo diesel. É o que dizem os transportadores. “O setor irá sentir um aumento de, no mínimo, 2,5% no custo do frete, podendo chegar até 3% em algumas operações, nas quais o diesel representa mais de 50% do valor do frete”, afirma um proprietário de frotas de cargas pesadas de Nova Andradina.

 

Dados da empresa de transportes apontam uma defasagem de 14% no valor do frete praticado hoje. “Com esse reajuste, estamos falando em mais de 16% de diferença. É lastimável para o setor de transporte de cargas, que já sofre com a alta carga tributária. Além disso, esse reajuste chega justamente no período em que o mercado esta em baixa”, lembra.

 

Safra
Produtores rurais do Brasil se preparam para encarar margens ainda mais apertadas nesta safra em função do aumento do preço do diesel em 5%, que terá impacto para as operações com maquinários nas fazendas, além do frete e insumos.

 

Uma simulação feita pela consultoria Céleres a pedido da “Reuters” indica que o gasto exclusivamente com diesel deverá subir 12 reais por hectare de soja plantada, para 246,50 reais, tomando-se como referência pesquisa de custos feita em Mato Grosso em meados deste ano.

 

O aumento pode parecer pequeno na comparação com os 1.750 a 1.800 reais desembolsados para o plantio, desenvolvimento e colheita de cada hectare, mas não inclui todos os efeitos indiretos da alta do combustível.

 

"Vai aumentar também frete, insumos e serviços terceirizados", destacou o analista Jorge Attie, da Céleres.

 



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