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\'Verão do Aedes\' ameaça saúde pública, alertam especialistas

O vilão da estação já tem nome e sobrenome: Aedes aegypti . O mosquito é um velho conhecido dos brasileiros, mas este é o primeiro verão em que transmitirá três doenças distintas: dengue, chikungunya e zika – enfermidades com sintomas parecidos, mas consequências diferentes.

 

O calor e o grande volume de chuvas previstos para os próximos meses tendem a agravar o problema.

 

"Calor e chuva é uma combinação nefasta porque aumenta o número de reservatórios potenciais para o mosquito", explica o epidemiologista Denizar Vianna, do departamento de Clínica Médica da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).

 

A temperatura ideal para o mosquito é acima dos 30ºC, o que deverá ser comum neste verão. E a chuva também ajuda, uma vez que o Aedes bota ovos em água limpa e parada.

 

O calor acima da média na estação está relacionado ao aquecimento global, mas, sobretudo, ao El Niño – aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que provoca elevação das temperaturas.

 

 

O atual surto de zika é prevalente nas cidades da Zona da Mata nordestina, onde a previsão é de um volume de chuvas até três vezes superior ao do sertão.

 

"Há muita dúvida também sobre a redução dos focos de mosquito em regiões de seca", explica Nobre. "Em tese, a ausência de chuva reduziria o acúmulo natural de água limpa e parada. Mas as pessoas tendem a armazenar água em baldes e caixas d'água que, descobertos, formam excelentes criadouros para o mosquito."

 

Números

Dados do Ministério da Saúde indicam que, entre janeiro e novembro de 2015, foram notificados 1,5 milhão de casos de dengue no país - 80% deles no Sudeste e no Nordeste.

 

Houve ainda confirmação de 828 mortes por dengue - quase o dobro do registrado no mesmo período de 2014 (463) -, e de 18 mil casos de chikungunya.

 

Segundo o último boletim do ministério, de 12 de dezembro, houve ainda confirmação de 2,4 mil casos de microcefalia.

BBC Brasil



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\'Verão do Aedes\' ameaça saúde pública, alertam especialistas

12/01/2016

O vilão da estação já tem nome e sobrenome: Aedes aegypti . O mosquito é um velho conhecido dos brasileiros, mas este é o primeiro verão em que transmitirá três doenças distintas: dengue, chikungunya e zika – enfermidades com sintomas parecidos, mas consequências diferentes.

 

O calor e o grande volume de chuvas previstos para os próximos meses tendem a agravar o problema.

 

"Calor e chuva é uma combinação nefasta porque aumenta o número de reservatórios potenciais para o mosquito", explica o epidemiologista Denizar Vianna, do departamento de Clínica Médica da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).

 

A temperatura ideal para o mosquito é acima dos 30ºC, o que deverá ser comum neste verão. E a chuva também ajuda, uma vez que o Aedes bota ovos em água limpa e parada.

 

O calor acima da média na estação está relacionado ao aquecimento global, mas, sobretudo, ao El Niño – aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que provoca elevação das temperaturas.

 

O atual surto de zika é prevalente nas cidades da Zona da Mata nordestina, onde a previsão é de um volume de chuvas até três vezes superior ao do sertão.

 

"Há muita dúvida também sobre a redução dos focos de mosquito em regiões de seca", explica Nobre. "Em tese, a ausência de chuva reduziria o acúmulo natural de água limpa e parada. Mas as pessoas tendem a armazenar água em baldes e caixas d'água que, descobertos, formam excelentes criadouros para o mosquito."

Números

Dados do Ministério da Saúde indicam que, entre janeiro e novembro de 2015, foram notificados 1,5 milhão de casos de dengue no país - 80% deles no Sudeste e no Nordeste.

 

Houve ainda confirmação de 828 mortes por dengue - quase o dobro do registrado no mesmo período de 2014 (463) -, e de 18 mil casos de chikungunya.

 

Segundo o último boletim do ministério, de 12 de dezembro, houve ainda confirmação de 2,4 mil casos de microcefalia.

BBC Brasil

 




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